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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Hora da Saudade

Jogos Estudantis da Primavera
Equipe A de Handebol do Colégio Municipal São José de 1995. Foto tirada no Tangará Tênis Clube (antes de cobrir). Foi o primeiro ano que joguei e já entrei como titular desbancando a goleira do ano anterior, ficamos em terceiro lugar.
Obs.: Esta foto foi tirada antes do jogo, o baixo público nas arquibancadas se deve a hora 7 da matina, é mole ou quer mais? Eu quero mais.... ô saudade!!!!!

terça-feira, 19 de abril de 2011

A Encantada

Estive de férias e fui com minha família para Cabo Frio, sabe como é... férias de mineiro = praia! Voltando para Santos Dumont (MG) não resistimos e demos uma esticadinha em Petrópolis para conhecer "A Encantada" a casa de veraneio de Alberto Santos Dumont.  
Projetada pelo próprio Santos Dumont, "A Encantada" foi construída pelo engenheiro Eduardo Pederneiras, no ano de 1918, para residência de verão do inventor. É um chalé do tipo alpino encravado em terreno íngreme; uma construção muito original e única no Brasil, com detalhes curiosos, todos frutos da inventiva e do talento de Santos Dumont, totalmente fora de qualquer padrão das casas da época.
A construção da casa ocorreu após uma aposta que ele fez com amigos, de que seria capaz de erguer a construção em um pequeno espaço do morro do Encanto. Ganhou a aposta levando para casa a caixa de uísque.
O nome “A Encantada” é uma homenagem à rua do Encanto, onde está edificada, na altura do número 22. Ali passava longas temporadas até sua morte em 1932, ocorrida em Guarujá, São Paulo.
Em espaço tão pequeno, a casa é constituída de uma única peça edificada, possuindo três andares, e um terraço:
        - no primeiro andar, ou térreo, há um porão que servia de oficina;
        - no segundo, em peça única, a sala de estar / jantar, com biblioteca e estúdio;
        - com acesso por uma escada quase vertical, sobe-se ao quarto e banheiro;
        - e ainda, por uma porta lateral, que se abre para uma ponte, tem-se acesso ao alto do terreno no nível do telhado onde se encontra um mirante para observações astronômicas.
As curiosidades da construção conduzem à natural admiração dos visitantes:
        - a cama, sobre um jirau estreito está sobre uma cômoda espaçosa de muitos gavetões;
        - o banheiro possui um chuveiro com aquecimento a álcool, feito com um balde perfurado dividido ao meio, com entradas para água fria e quente, e duas correntes de dosagem da temperatura;
        - os móveis da casa são complementos das paredes, técnica que empregou também  na casa de Cabangu, em Palmira/MG, cidade onde nasceu, e hoje denominada Santos Dumont/MG;
        - as escadas, íngremes, tanto a externa quanto a interna, tem os degraus recortados, em forma de raquete, para facilitar os movimentos de subida e descida, evitando tropeços;
        - o observatório astronômico tem acesso sobre o telhado de flandres, por uma curiosa escada de degraus fixados a uma única viga central, e corrimão de cabos de aço.
 Na "Encantada” Alberto Santos=Dumont escreveu seu segundo livro “O que eu vi, O que nós veremos” onde comenta os seus inventos aeronáuticos, em complemento á obra “Os Meus Balões”.
Projeto da Encantada

Escada planejada com degraus emformade raquete para facilitar a subida.


"O que eu vi, o que nós veremos" Livro escrito por Santos Dumont na encantada.

Chapéu muito usado por Santos Dumont

Colarinho, postais

Estúdio onde Santos Dumont estudava e escrevia

Esta cômoda servia também de cama - Telefone

Mala com as iniciais ASD (Alberto Santos Dumont) e seu armário

Chuveiro projetado por Santos Dumont paraaquecer a água a álcool

Escada interna, do quarto para a a sala, abaixo o cantinho de estudo

Mirante onde Santos Dumont fazia suas observações aeronáuticas

Diz a lenda que Santos Dumont construiu essa escada por ser superticioso, para que todos entrassem em sua casa como pé direito

Os fundos da casa, à esquerda a escada para o mirante, à direita a ponte que dá acesso ao quarto. No centro a minha pessoa rs e ao meu lado duas, das três flores do meu jardim

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O que o avião e o rádio tem em comum?

Os dois foram inventados por brasileiros. Assim como Alberto Santos Dumont é o Pai da Aviação, Roberto Landell de Moura é o Pai das Telecomunicações.
Os dois são brasileiros!!!

Você certamente sabe que Santos Dumont é o Pai da Aviação. Mas você sabia que o rádio foi inventado por um padre-cientista brasileiro, Roberto Landell de Moura, antes de Marconi? Além do rádio, Landell de Moura também projetou a televisão, no início do século XX, muitos anos antes da referida invenção ser anunciada ao mundo. Ele patenteou inventos no Brasil e nos Estados Unidos, mas, por uma série de infortúnios, não conseguiu nenhum apoio para o desenvolvimento dos artefatos. Foi incompreendido, taxado de maluco e de ter pacto com o demônio. Não foi reconhecido em sua época e, pior ainda, até hoje é pouco conhecido, embora tudo esteja devidamente documentado. Historicamente, o Brasil entrou na era do rádio com importação de tecnologia.
Provavelmente você nunca ouviu falar em Landell dem Moura, e isso não é culpa sua, já que Landell de Moura nunca gozou do reconhecimento público nem governamental no Brasil. Muito pelo Contrário. Ele deu azar de nascer num país contaminado pelo atraso e supertição religiosa, e pagou caro por isso. Ele é o inventor do rádio, mas assim como Santos Dumont, que tem sua glória usurpada pela farsa dos irmãos Wright, a invenção de Landell é atribuída ao italiano Guglielmo Marconi.
Roberto Landell de Moura nasceu em Porto Alegre no Rio Grande do Sul em 21 de janeiro de 1861, e este ano faria 150 anos. Depois de estudar no Rio de Janeiro, foi para Roma, onde em 1886 foi ordenado padre. Autodidata na emergente ciência da rádio-eletricidade, Landell executou tudo sozinho. Com escassos recursos financeiros, projetou aparelhos, fabricou peças e testou insistentemente seus dispositivos até obter êxito na transmissão de sons sem fios. De volta ao Brasil, ele realiza em 1893 suas primeiras experiências de telegrafia e telefonia sem fio, dois anos antes de Marconi, enviando sinais de rádio a oito quilômetros de distância, do alto da Av. Paulista para o alto de Sant”Ana, em São Paulo, na presença de várias testeminhas, dentre elas o cônsul britânico em São Paulo, Sr. C. P. Lupton, além de autoridades brasileiras.

Notícia no Jornal do Commercio de 10 de junho de 1900
Texto da nota: “No domingo passado, no alto de Santana, na cidade de São Paulo, o padre Landell de Moura fez uma experiência particular com vários aparelhos de sua invenção. No intuito de demonstrar algumas leis por ele descobertas no estudo da propagação do som, da luz e da eletricidade através do espaço, as quais foram coroadas de brilhante êxito. Assistiram a esta prova, entre outras pessoas, Percy Charles Parmenter Lupton, representante do governo britânico, e sua família”.
Em virtude de tal feito, Landell recebeu uma patente brasileira do seu invento. Em seguida viaja aos Estados Unidos, para registrar internacionalmente a invenção do rádio.
Os seus trabalhos foram noticiados em 12 de outubro de 1902, no jornal americano “The New York Herald”, em reportagem sobre as experiências desenvolvidas na época, inclusive por cientistas americanos, alemães, ingleses dentre outros, na transmissão de sons sem uso de aparelhos com fio. Ressalta o jornal:
“Por entre os cientistas, o brasileiro Padre Landell de Moura é muito pouco conhecido. Poucos deles tem dado atenção aos seus títulos para ser o pioneiro nesse ramo de investigações elétricas. Mas antes de Brigton e Ruhmer, o Padre Landell, após anos de experimentação, conseguiu obter uma patente brasileira para sua invenção, que ele chamou de Gouradphone“.
O jornal publica uma ampla reportagem sobre Landell de Moura, sua vida e obra, completada por uma fotografia do Padre, intitulada “Padre Landell de Moura – inventor do telefone sem fio” (denominação de época para a radiotelefonia ou a transmissão da voz humana à distância sem fio condutor).
Infelizmente, no Brasil, suas invenções não foram bem recebidas pela população, por seus superiores eclesiásticos, nem por autoridades. Em Campinas, teve o seu laboratório e instrumentos completamente destruídos por um apopulação que o acusava de “herege”, “feiticeiro” e de “falar com demônios”.
Além disso, em 1905, depois de passar alguns anos nos Estados Unidos, ele enviou uma carta ao presidente Rodrigues Alves solicintando dois navios de guerra, para poder demonstrar suas experiências revolucionárias. A resposta? O assistente presidencial negou o pedido, chamando-o de “maluco”.
Reportagem publicada no jornal La Voz de España, (editado em S. Paulo), no dia 16 de dezembro de 1900:
“Quantas e que amargas decepções experimentou Padre Landell ao ver que o governo e a imprensa de seu país, em lugar de o alentarem com aplauso, incentivando-o a prosseguir na carreira triunfal, fez pouco ou nenhum caso de seus notáveis inventos.”
Além do rádio, projetou a televisão em 1904 (a invenção oficial é de 1926), foi precursor do teletipo e um dos pioneiros do controle remoto através de ondas de rádio, sempre com esforço próprio.
Padre Landell faleceu no anonimato, em 30 de junho de 1928, na sua cidade natal. A história de Roberto Landell de Moura, um homem à frente de seu tempo, ainda hoje é desconhecida pela maioria de seus compatriotas.
A vida do Padre Landell está contada em vários livros publicados no Brasil e um na Alemanha. Todo o seu acervo encontra-se arquivado no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul (IHGRGS).
Neste ano a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) emitiu, no dia 21 de janeiro, um selo e um carimbo, em comemoração aos 150 anos de nascimento do padre Roberto Landell de Moura, inventor do Rádio.
O selo retrata o Padre Landell de Moura falando ao microfone no “transmissor de ondas”, um dos aparelhos por ele inventado. O desenho foi composto utilizando uma imagem do Padre Landell (busto) e do aparelho, criando uma montagem complementada com pintura digital, numa reconstrução da realidade. Ao fundo, são reproduzidas a patente obtida em 1904, nos Estados Unidos, e a planta do aparelho. No lado esquerdo inferior, uma onda de rádio modulada em amplitude – ou AM, do inglês Amplitude Modulation, transmissão da voz humana a longas distâncias sem utilização de fios. A ambientação em tons de sépia, a moldura em tom dourado e a fonte manuscrita nos remetem à época, final do século XIX. Foram utilizadas as técnicas de fotografia e computação gráfica.
Para corrigir um erro histórico e, ao mesmo tempo, valorizar a ciência nacional, o Governo Brasileiro precisa reconhecer oficialmente o pioneirismo do Padre Roberto Landell de Moura no desenvolvimento das telecomunicações (precursor das invenções do rádio, da televisão e do teletipo, além da recomendação do uso das ondas curtas e da utilização em seus aparelhos do princípio do laser e das fibras ópticas). Para isso o Movimento Landell de Moura propõe um abaixo-assinado.
Fontes:
http://ramanavimana.blogspot.com
http://www.mlm.landelldemoura.qsl.br
http://www.correios.com.br/selos/selos_postais/selos_2011/selos2011_03.cfm

quinta-feira, 31 de março de 2011

Panteão dos grandes mineiros por Quinho

Olha a galera que estava aguardando por José Alencar!

Panteão: Templo consagrado pelos gregos e romanos a todos os deuses.
Monumento onde são guardados os restos mortais de homens ilustres.
Conjunto dos deuses de uma nação, de uma religião. (Var.: Panteon.)