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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mulheres refletem sobre o rosto feminino na Igreja

Durante as últimas semanas, jovens de diferentes dioceses do Brasil comemoraram o Dia Nacional da Juventude (DNJ) que este ano teve como tema “Juventude e Protagonismo Feminino” e como lema “Jovens mulheres tecendo relações de vida”. A comemoração e os encontros de preparação em milhares de grupos jovens serviu para refletir sobre o papel da mulher na Igreja e na sociedade de hoje e como essa questão é vivida em cada realidade.

Adoração ao Santíssimo na Paróquia de São Sebastião em Santos Dumont-MG

Segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil passou a ter quase 4 milhões de mulheres a mais do que homens em dez anos. São 96 homens para cada 100 mulheres. Apesar de vários avanços nos últimos anos, como a Lei Maria da Penha, ainda há desigualdades entre homens e mulheres, por exemplo, com relação à questão salarial. O salário mensal médio recebido pelas mulheres foi 20% menor que o dos homens ao longo de 2009. Enquanto os homens receberam R$ 1.682,07 (3,6 salários mínimos da época), as mulheres ganharam R$ 1.346,16 (2,9). São milhares de Marias que carregam com os seus filhos as cruzes da injustiça social, do consumismo exacerbado, do desemprego e da violência.
João Paulo II, em uma carta de preparação para a IV Conferência Mundial sobre a Mulher de 1995, afirmou que resta ainda muito a fazer para que o ser mulher e mãe não comporte discriminação. “Urge conseguir onde quer que seja a igualdade efetiva dos direitos da pessoa e, portanto, idêntica retribuição salarial por categoria de trabalho, tutela da mãe-trabalhadora, justa promoção na carreira, igualdade entre cônjuges no direito de família, o reconhecimento de tudo quanto está ligado aos direitos e aos deveres do cidadão num regime democrático.”
Para a coordenadora nacional da Pastoral da Criança, irmã Vera Lúcia Altoer, a mulher tem um papel importante na Igreja, pois ela que carrega quase todas as pastorais e movimentos, trabalhos “talvez, aos olhares do mundo, de segunda categoria”.
Nos trabalhos da Pastoral da Criança, 90% dos voluntários são mulheres. A pastoral foi uma das principais iniciativas para a redução da mortalidade infantil no Brasil e foi iniciada também por uma mulher, a pediatra e sanitarista Zilda Arns, morta no terremoto que atingiu o Haiti em janeiro de 2010. “Se os jovens, como a da Dra. Zilda, tiverem iniciativas em favor da humanidade, ou se envolverem em causa sociais que defendam a vida, estarão prestando um enorme serviço ao mundo, à sociedade e a própria Igreja”, disse irmã Vera Lúcia.
A ex-secretária nacional da Pastoral da Juventude de 2008 a 2010, Hildete Emanuelle de Souza, acredita que a participação da mulher tem crescido tanto na Igreja quanto na sociedade. “O espaço feminino na Igreja e também na sociedade sempre foi conquistado a partir de um processo de conquista e de luta, mesmo antes do tempo em que Jesus viveu entre nós”, disse.
Para a jovem Giselle Azevedo, consagrada da comunidade Shalom e voluntária na Jornada Mundial da Juventude de Madri, a mulher tem a missão de evangelizar, acolher, consolar, rezar, cuidar e embelezar com seus dons a Igreja e a sociedade. “Me sinto co-responsável por todas as ações da Igreja”, ressaltou a jovem, escolhida para fazer a saudação final dos voluntários ao papa (que você pode conferir neste vídeo).
Espaço
Na opinião da irmã Vera Lúcia, a mulher ainda está muito ausente das instâncias de decisão da Igreja. “Já tivemos muitas conquistas, mas tenho plena consciência, de que as mudanças vem a partir do momento em que houver mais conscientização e organização,  mais abertura e diálogo”, afirmou.
Hildete Emanuelle acredita que ainda é necessário proporcionar caminhos que gerem a participação da mulher e, mais que isso, “autonomia, relações igualitárias e respeito à diversidade feminina”.
Segundo ela, ainda há muitos espaços para as mulheres conquistarem na coordenação e em espaços de poder na Igreja. “Não devemos e nem queremos ocupar o lugar dos homens, mas queremos contribuir e ajudar a fazermos propostas mais completas e mais articuladas e sabemos que é sublime a união e a colaboração entre homens e mulheres”, argumentou Hildete.
Pefil Mariano
Um reflexo dessa presença da mulher na Igreja são as novas realidades surgidas com o concílio Vaticano II. Uma delas, o Movimento dos Focolare, tem em seus estatutos a previsão de que sempre uma mulher deve estar à frente da instituição.
Segundo a fundadora dos Focolare, Chiara Lubich, falecida em 2008, o perfil mariano da Igreja é que deveria ser salientado dentro do movimento, por isso foi feita a escolha em sempre ter uma mulher na coordenação das atividades desse movimento.
O perfil mariano foi um termo criado pelo teólogo suíço Hans Urs von Balthasar para falar das características constitutivas da comunidade eclesial. Ele seria um perfil para fortalecer a unidade entre outros diferentes papeis da Igreja como o dos perfis petrino, mais ligado à hierarquia; e paulino, perfil missionário. “De uma coisa estou certa: o perfil mariano vai emergir cada vez melhor na Igreja”, afirmou Chiara, em uma entrevista em que explicou o porquê dessa peculiaridade nas normas dos Focolare.
Na opinião da consagrada Inês Aparecida Peretti, reponsável dos Focolares em São Paulo, a fundadora do movimento não quis garantir o papel da mulher à frente como uma “reivindicação”, mas como fruto da “maternidade espiritual que Maria doou a Chiara, fazendo, dessa forma, com que ela contribuísse a fazer emergir na Igreja o seu perfil Mariano.”

sábado, 11 de junho de 2011

Ex-pastores anglicanos ordenados sacerdotes católicos em Pentecostes

Oi pessoal, sei que estive um tempo sumida, mil perdões, mas é que as coisas se complicaram um pouco por aqui, prometo (e espero cumprir) não ficar sumida por tanto tempo, ok?

Bom, vamos ao que interessa a algum tempo atrás postamos que 2011 vai alterar os livros de história, isso porque em todo o mundo anglicanos manifestaram o desejo de voltar à Igreja Católica. E amanhã dia 12 de junho na solenidade de Pentecostes, cerca de 60 pastores anglicanos serão ordenados sacerdotes católicos no Reino Unido. Eles devem servir no Ordinariato pessoal de Nossa Senhora de Walsingham, como previsto na Constituição apostólica “Anglicanorum Coetibus”, publicada pelo papa para atender ao anseio de alguns anglicanos de entrar em plena comunhão com Roma.

Primeiros membros do clero do Ordinariato Pessoal Nossa Senhora de Walsingham e o Arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nicholas ao centro
Os pastores, informou a Rádio Vaticano, frequentaram um programa de formação de 3 meses e meio e uma vez por semana passavam o dia no seminário de Allen Hall, em Chelsea.
O Ordinariato permite a seus membros anglicanos tornarem-se católicos mantendo algumas formas e tradições da liturgia anglicana. Ele foi instituído com um decreto em janeiro passado, quando foi também anunciado o nome do responsável, Keith Newton.
Os primeiros a ingressarem no Ordinariato são três ex-bispos anglicanos que foram ordenados sacerdotes para a Igreja Católica em janeiro passado e receberam o título de Monsenhor.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Por que os sinos dobram?

"Moradores  de duas cidades, entraram com ações na justiça e conseguiram proibir igrejas de tocar sinos. Mas em Piracaba, interior de São Paulo, a ordem foi suspensa na semana santa.
O som faz parte da tradição da igreja. Para quem vive em clausura como as freiras Carmelitas, cada toque tem um significado.
“Os monges não se comunicavam antes entre eles. Era absoluto silêncio. Então eles tinham o sino prá reunir a comunidade pra oração”, fala a irmã carmelita Maria da Graça de Eucaristia.
“O povo mesmo sente falta. Porque a badalada de um sino você já lembra que Deus está chamando pra orar”, diz a irmã carmelita Marina da Cruz.
Apesar da tradição, durante dez dias, o sino que orienta a rotina das irmãs Carmelitas não pôde ser tocado. A determinação da justiça de Piracicaba foi feita com base no pedido de um vizinho que considera o som uma perturbação pública. A decisão gerou muita polêmica.
“Faz 60 anos que bate esse sino, entendeu? Em Piracicaba, foi doado esse terreninho pra elas. Eles que vieram morar em redor do carmelo, entendeu? Que não existia nada aqui”, conta um morador da região.
O sino das Carmelitas soa em Piracicaba dez vezes por dia. Uma lei municipal limita o volume e os horários que pode haver ruídos, mas ela não vale para os sinos das igrejas.
“Na questão da legislação municipal é isenta a questão das igrejas”, fala a coordenadora do pelotão Ambiental, Lucineide Maciel.
Nós tentamos conversar com o morador que não quer mais ouvir o sino. A casa dele fica atrás da capela, mas ele só nos atendeu pelo interfone. “Problema de saúde, tudo. Foi alegado um monte de coisa”, diz o morador.
Um vizinho também calou o sino da diocese de Santos Dumont, em Minas Gerais. Há 25 anos morando ao lado da igreja, ele alega que cansou de ser acordado pelo som. “O timbre do sino é muito alto. Ele é irritante”."

"A ação em Santos Dumont inclui ainda a Igreja Metodista, que também fica ao lado. Nesse caso, o motivo do incômodo são os cânticos de louvor da banda que ensaia aos sábados.
O caso é analisado pelo juizado especial com a primeira audiência marcada para o início de maio. Se não houver acordo haverá julgamento e as igrejas podem pagar uma multa de até R$10 mil por danos morais.
A direção da Igreja Católica não quer falar sobre o assunto e o pastor Metodista não concorda com as alegações da ação. Outros vizinhos, que também moram perto, dizem que não estão incomodados.
A Mitra Arquidiocesana de Juiz de Fora irá participar de uma audiência de conciliação. Caso o som do sino esteja acima dos decibéis permitidos por lei a igreja vai se adequar."

A ação deu pano pra manga em Santos Dumont, o morador que move o processo contra as igrejas vem sendo constantemente questionado pelos habitantes da cidade. Um abaixo assinado foi elaborado e circula por toda a cidade a fim de invalidar o pedido de silenciar o sino da Igreja Católica e o coral da Igreja Metodista.

"Uma tradição nas cidades mineiras é o badalar dos sinos, nas tradicionais Igrejas. E nossa terra não foge a esta tradição secular.
Os sinos estão a anunciar momentos importantes do povo católico e até mesmo de outras profissões de fé.
Podemos dizer que os sinos com seus toques variados falam com o povo anunciando várias cerimônias nas igrejas como: missas, saída de procissões e chegada das mesmas, a apresentação de uma criança a sua comunidade quando batizada, no Oficio das trevas, o falecimento de uma pessoa importante na comunidade ou seu sepultamento, inclusive o falecimento do Papa com o repicar em três toques espaçados.
Na Semana Santa, maior celebração do povo católico, ele se comunica com o povo transmitindo importantes celebrações que revivem a última semana da vida de Jesus Cristo e sendo uma das badaladas mais emocionantes a que anuncia o Tempo pascal, a “Ressurreição de Jesus Cristo”.
Lembro-me bem quando criança do falecimento do Santo Padre o Papa Paulo VI, fui escalado para tocar o sino ao meio dia e às seis da tarde, me senti orgulhoso, mas não me sai da memória aquele toque fúnebre bem pausado para lembrar os católicos o momento de luto que vivíamos pela perda do Pastor da Igreja.
Os sinos tiveram também a finalidade por séculos de comunicar grandes tragédias nas cidades como enchentes, incêndios, grandes acidentes e reunir a comunidade. São essas tradições tristes ou alegres que devem ser preservadas como cultura de um povo religioso e tradicional. Esta é mais uma tradição muito querida pelo povo mineiro que ainda conserva os grandes sineiros para executar grandes peças ao toque dos sinos e nossa terra não foge a esta tradição."
Fonte: http://doquinhasdmg.blogspot.com/

sexta-feira, 29 de abril de 2011

2011 vai alterar os livros de história

Em todo o mundo anglicanos manifestaram o desejo de voltar à Igreja Católica. Muitos deles estão insatisfeitos com a aceitação da aprovação da ordenação de mulheres e a aceitação de um bispo homossexual, entre outras coisas.

A Igreja Anglicana, também chamada de Episcopal nos EUA, foi separada da Igreja Católica em 1534 pelo rei Henrique VIII, que era católico, mas que ficou ofendido porque o Papa não aceitou a nulidade do seu casamento com Catarina de Aragão para poder se casar com Ana Bolena.

“A iniciativa veio de um número de grupos diferentes de anglicanos. Declararam que compartilham a fé católica como é expressada no Catecismo da Igreja Católica e aceitam o ministério de Pedro como um legado de Cristo para a Igreja. Para eles, o tempo veio expressar esta unidade implícita na forma visível de comunhão plena”, declarou Cardeal Levada, Prefeito da Congregação da Fé do Vaticano.

Em novembro de 2009, o Papa Bento XVI publicou a Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, na que estabelece o modo no qual os anglicanos que assim o desejem possam ingressar na comunhão plena da Igreja Católica. Em 20/10/2009, a Santa Sé publicou, uma nota informativa da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os decretos pessoais para os anglicanos que desejam entrar em comunhão com a Igreja Católica.

Após a publicação da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, muitos grupos anglicanos pediram à Congregação para a Doutrina da Fé para serem transformados em ordinariatos pessoais:

No dia 3 de Março de 2010, em Orlando, Flórida, os oito membros da Câmara dos Bispos da Igreja Anglicana nos Estados Unidos (um ramo da Comunhão Anglicana Tradicional) votaram por unanimidade para se tornarem parte da Igreja Católica, juntamente com 3000 fiéis em 120 paróquias de quatro dioceses norte-americanas. Na sequência da votação, estes bispos anglicanos e as paróquias de Uso Anglicano enviaram uma petição conjunta à Congregação para a Doutrina da Fé, solicitando a criação de um ordinariato pessoal nos Estados Unidos da América. Nesta petição, eles fizeram algumas sugestões sobre como isso pode ser feito.

No dia 12 de Março de 2010, a Igreja Católica Anglicana do Canadá (um outro ramo da Comunhão Anglicana Tradicional) solicitou formalmente a instituição de um ordinariato pessoal no Canadá.

A Igreja Anglicana Católica na Austrália (uma província eclesiástica da Comunhão Anglicana Tradicional), juntamente com a Forward in Faith na Austrália (um movimento que reúne anglo-católicos que estão na Comunhão Anglicana), solicitaram em conjunto a criação de um ordinariato pessoal na Austrália.

A Igreja do Estreito de Torres, outra província eclesiástica da Comunhão Anglicana Tradicional na Austrália que cobre o Queensland Setentrional e o Estreito de Torres, também pediu para ser um ordinariato pessoal separado.

A Igreja Anglicana Tradicional (a província eclesiástica da Comunhão Anglicana Tradicional que cobre a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales), também pediu para ser um ordinariato pessoal.

Em 15 de janeiro deste ano o Vaticano publicou o decreto que marcou o arranque oficial da estrutura criada para acolher os anglicanos da Inglaterra e do País de Gales que queiram aderir à Igreja Católica.

O Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham, tem como responsável Keith Newton, um dos ex-bispos anglicanos que foi ordenado sacerdote católico pelo Arcebispo de Westminster. Ainda segundo o documento, o patrono do Ordinariato será o Beato Henry Newman, o ex-padre anglicano que se converteu a Roma e chegou a Cardeal no século XIX e que foi beatificado por Bento XVI durante a sua visita ao Reino Unido em Setembro do ano passado.

Keith Newton foi ordenado na manhã de 15/01 numa cerimônia na Catedral de Westminster, em Londres, juntamente com outros dois ex-bispos anglicanos, Andrew Burnham e John Broadhurst.
A Constituição Apostólica fornece um enquadramento jurídico dentro do qual as comunidades religiosas anglicanas podem aderir à Igreja Católica como um grupo próprio: os "Institutos de Vida Consagrada provenientes do Anglicanismo e agora em plena comunhão com a Igreja Católica por mútuo consentimento podem ser submetidos à jurisdição do Ordinário".

Devido à bula papal Apostolicae Curae (1896), a Igreja Católica, como não reconhece a validade das ordenações na Comunhão Anglicana, requer que os clérigos anglicanos, casados ou solteiros, que desejam servir como sacerdotes na Igreja Católica, se ordenem outra vez sacerdote na Igreja Católica: "todos aqueles que exerceram o ministério de diáconos, presbíteros ou bispos anglicanos [...] podem ser aceitos pelo Ordinariato como candidatos às Ordens Sagradas na Igreja Católica".

Tendo também "em consideração a tradição e experiência eclesial anglicana", e com base nas "necessidades do Ordinariato" e em critérios objectivos estabelecidos pelo Ordinário em consulta com as conferências episcopais e aprovados pela Santa Sé, o Ordinário pode também "dirigir petição ao Romano Pontífice, em derrogação ao cân. 277, 1, de admitir caso por caso à Ordem Sagrada do presbiterado também homens casados". Mas, a regra geral é que o ordinariato admita apenas homens celibatários, por causa da "disciplina sobre o celibato clerical na Igreja Latina".

Nenhum homem casado pode ser ordenado bispo, mas esta regra da tradição católica indica que um Ordinariato correspondente a uma ex-diocese anglicana poderia continuar a ser liderada pelo mesmo ex-bispo anglicano casado, mas não como um bispo católico, mas sim apenas como um presbítero (ou padre). Como líder do novo ordinariato, ele é um membro pleno da Conferência Episcopal, independentemente do grau da Ordem à qual ele é ordenado.

Qualquer ex-bispo anglicano "que pertence ao Ordinariato pode ser convidado para participar nos encontros da Conferência dos Bispos do respectivo território, do mesmo modo que um bispo-emérito".
Na Quarta-feira de Cinzas, 9/3, 600 fiéis anglicanos acompanhados de 20 pastores iniciaram, seu caminho rumo de volta à Igreja Católica.

Este grupo se une aos cinco ex-bispos anglicanos que já fazem parte do ordinariato.
Um dos 20 sacerdotes que fazem parte do grupo é David Lashbrook, que em seu sermão de despedida na St. Marychurch, em Torquay, no sudeste da Inglaterra, assinalou que o sínodo geral anglicano "está buscando fazer que a igreja se conforme à cultura em vez de ser fiel à nova vida em Jesus Cristo".
Por sua parte, Mary Huntington, do escritório de imprensa da diocese católica de Brentwood na área leste de Londres, assinalou que 241 adultos e crianças, incluindo sete sacerdotes, ingressarão na plena comunhão ali.

Do mesmo modo, Simon Chinery, um sacerdote anglicano encarregado de duas igrejas em Plymouth, comentou que experimenta "uma sensação de paz, uma sensação de emoção e um pouco de nervosismo" enquanto se prepara para entrar na Igreja Católica.

Em sua opinião, o Papa Bento XVI tem facilitado o processo para que os anglicanos que assim desejam, entrem em comunhão com a Igreja Católica. Chinery disse ainda que, antes, a porta "estava aberta pela metade" mas agora está "de par em par e nos puseram um tapete de boas-vindas".

Estes anglicanos não receberam a comunhão até o dia da sua Confirmação, pouco antes da Páscoa. Já os sacerdotes anglicanos serão ordenados sacerdotes católicos na festa de Pentecostes e logo depois de completar a formação teológica apropriada.

Também os pioneiros da igreja protestante, os luteranos querem voltar a se unir a Igreja Católica

O director do Gabinete para a Doutrina da Congregação para a Doutrina da Fé, p. Hermann Geissler, confirmou que após a aprovação da conversão de grupos de anglicanos ao catolicismo, agora Papa Bento XVI está recebendo o pedido de grupos de luteranos que querem voltar ao seio da Igreja de Roma. O sacerdote fez estas revelações para a revista O Portal.
De acordo com P. Geissler, luteranos na América do Norte e na Escandinávia estiveram em contacto com os anglicanos e com a Sé Apostólica, para a possibilidade de que o Papa considera um Ordinariato especialmente para eles. Neste sentido, o sacerdote reconheceu que a Congregação para a Doutrina da Fé, está estudando a questão e disse que o Papa fará todo o possível para trazer outros cristãos em plena comunhão com a Igreja Católica".
Apenas nos Estados Unidos a Igreja Luterana tem um público de fiéis estimado em 4,6 milhões de pessoas. Vários grupos de luteranos estão descontentes, entre outras coisas, com a aceitação do homossexualismo não só na membresia e cargos de pastor e bispo, mas também na direção geral da Igreja.
A Igreja Anglo-Luterana Católica, com cerca de 11 mil pessoas, uma comunidade que se separou da Igreja Luterana em 1997 e desde então iniciou um processo de aproximação à doutrina católica, anunciou publicamente que vai entrar em comunhão com Roma, tirando proveito da constituição apostólica Anglicanorum Coetibus.

“Há um Senhor, uma fé, um batismo”. “Nossa comunhão, portanto, é fortalecida por tal diversidade legítima. Assim, estamos felizes por estes homens e mulheres trazerem suas contribuições particulares à nossa vida comum de fé”, conclui D. Levada. (Professor Felipe Aquino)
“Haverá um só Rebanho e um só Pastor”.